Projeto de fotografia comunitária com seniores de Marvila, Carnide e Misericórdia. Através de sessões de co‑criação com fotógrafos, promove o registo de memórias e a produção de diários visuais. Inclui exposições, publicações, jornal comunitário, documentário, jogo de cartas e arquivo visual online, reforçando vínculos sociais, identidade local e sentimento de pertença.

Diários de Lisboa é um projeto de fotografia comunitária que visa promover o envelhecimento ativo, a inclusão social e a valorização da memória e das identidades locais entre a população idosa das freguesias de Marvila, Carnide e Misericórdia. A proposta surge como continuidade da experiência Diários de Marvila, realizada em 2022, que demonstrou o potencial da fotografia participativa como instrumento de escuta, expressão pessoal e construção de vínculos sociais.​ O projeto assenta numa estrutura de residências artísticas, envolvendo 15 seniores por freguesia e 15 fotógrafos convidados (voluntários), que acompanham os participantes em encontros regulares. Em cada sessão, fotógrafo e participante desenvolvem em conjunto um projeto fotográfico, reforçando as relações construídas e enraizando o processo no contexto local, onde são registadas memórias, vivências e perspetivas sobre os territórios. Estes trabalhos serão posteriormente integrados nos diários visuais manufaturados, cruzando olhares e ampliando a dimensão estética, documental e afetiva da publicação final. A formação técnica será assegurada pela equipa do MEF, enquanto os fotógrafos convidados colaboram numa lógica de coautoria e partilha criativa.​ A proposta inclui a realização de exposições públicas, a publicação de um jornal comunitário fotográfico (três edições), um livro de processo, um documentário, um arquivo visual afetivo online, e a criação de um baralho de cartas pedagógico e interativo, que funcionará como guia de iniciação à fotografia.​ Ao ampliar a área de intervenção, Diários de Lisboa procura estabelecer pontes entre freguesias, reforçar o sentimento de pertença e fomentar o diálogo intergeracional. O envolvimento ativo das Juntas de Freguesia e de entidades locais garante a acessibilidade e sustentabilidade do projeto, promovendo a integração das práticas artísticas.


Residências Artísticas

O projeto Diários de Lisboa desenvolve 15 residências artísticas que reúnem 15 fotógrafos e 15 habitantes das freguesias de Carnide, Misericórdia e Marvila. Em cada residência, os fotógrafos colaboram diretamente com os participantes, valorizando as pessoas, as suas memórias, saberes e o território local, através da criação de novas imagens ou da utilização de fotografias já existentes. A participação é gratuita e organizada em 15 sessões presenciais. [saber mais…]


Entidade PROMOTORA . Movimento de Expressão Fotográfica

Entidades PARCEIRAS . Fundação Celeste e Herberto de Miranda; Grupo Excursionista Vai Tu; Junta de Freguesia de Carnide; Junta de Freguesia da Misericórdia; Junta de Freguesia de Marvila; Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O projeto Diários de Lisboa é apoiado pelo Programa BIP/ZIP – Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária de Lisboa, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa que visa dinamizar parcerias e pequenas intervenções locais em territórios com necessidades específicas. Este programa apoia projetos desenvolvidos por associações locais, coletividades e organizações não-governamentais, contribuindo para o reforço da coesão socio-territorial no município. [https://bipzip.cm-lisboa.pt/]


“Diários de Lisboa”. O logótipo do projeto integra dois elementos centrais que dialogam com a identidade da cidade e com a natureza editorial do trabalho desenvolvido. O corvo (figura emblemática de Lisboa, símbolo de um imaginário coletivo) mostrando-se em pleno voo, evoca movimento e observação. A ilustração assume um carácter artesanal, próximo das gravuras tradicionais, reforçando a ligação à memória e à narrativa visual que orienta o projeto. A tipografia, marcada por um estilo que remete simultaneamente para o jornal impresso e para o diário pessoal, estabelece uma ponte entre o registo documental e a escrita pessoal. Este duplo eixo, público e privado, traduz com precisão a missão do “Diários de Lisboa”: recolher fragmentos do quotidiano, construir relatos visuais e transformar experiências individuais em testemunhos partilhados sobre a cidade, e posiciona o projeto num território onde memória, comunicação e criação fotográfica se encontram de forma estruturada e acessível.