O Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) desenvolve o projeto “Direitos Humanos numa Imagem” com o objetivo de sensibilizar jovens para a importância dos Direitos Humanos através da prática artística da fotografia. Assente na convicção de que a arte é uma poderosa ferramenta de transformação pessoal e social, este projeto propõe um percurso de aprendizagem técnica e criativa, onde os participantes constroem narrativas visuais a partir da sua interpretação dos direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Através de oficinas práticas e processos participativos, os jovens desenvolvem competências técnicas de fotografia e são convidados a refletir criticamente sobre questões como a dignidade, a igualdade, a liberdade e os obstáculos sociais à concretização plena dos seus direitos. Ao mesmo tempo, este processo estimula o autoconhecimento, o pensamento crítico e o sentido de pertença à comunidade.

O projeto promove ainda o diálogo intercultural e o encontro de diferentes realidades socioculturais, incentivando os jovens a comunicar visualmente as suas vivências e a explorar os pontos de contacto entre diferentes culturas. A componente formativa inclui noções de composição e linguagem visual, técnicas de laboratório digital e reflexão coletiva, culminando na produção de imagens autorais que resultam numa exposição pública, num documentário e na edição de um livro.

Em novembro de 2022, a convite do Mosaiko – Instituto para a Cidadania, foi dinamizada a primeira edição deste projeto em Angola, onde 18 jovens participaram na oficina “Direitos Humanos numa Imagem”, desenvolvida na cidade de Luanda. Esta edição reforçou o compromisso do projeto com a promoção de uma cultura de direitos humanos em contextos diversos, estabelecendo uma ponte visual e simbólica entre jovens angolanos através da linguagem universal da imagem.


Art. 16.º DUDH 
Desumano é, também, o acto de unir peças que não encaixam.
Graciana Chamba


Discurso de fim de curso “Esquadrão ISO”
Queremos agradecer a todas e todos os presentes aqui hoje.
Hoje é um dia especial porque temos diante dos nossos olhos imagens que gritam, apelam, desabafam, protestam e contestam.
Hoje é um dia especial porque foi há 74 anos que os homens pensaram sobre os direitos
que a todos dizem respeito e decidiram declará-los e nós, hoje, por meio da fotografia e por iniciativa do Mosaiko aqui estamos para também documentar numa fotografia os Direitos Humanos.
Afinal, «até que ponto uma imagem fala mais que mil palavras?»; «até que ponto as palavras Direitos Humanos se podem estampar numa única fotografia?».
Nestas imagens estão a composição de 18 jovens angolanos que através do que lhes veio na alma mediram a luz e decidiram tirar para fora o que começou com um simples pensamento em torno do somatório direitos, deveres, luz e sombra. Uma frase ficou: «a fotografia é essencialmente luz».
Foram quatro semanas literalmente a “desarrumar” o Mosaiko e a movimentar as coisas de um lado para o outro, obrigado a todas e todos que directa ou indirectamente tornaram isto possível.
Agradecer aos formadores Luís e Tânia, foram realmente facilitadores deste processo e hoje no entanto já fotografamos em modo manual. Nada foi automático.
Depois desta experiência, estamos em altura de responder à pergunta «que fotógrafo queremos ser?». Se queremos utilizar os nossos talentos e habilidades só para merecer aplausos ou se podemos a partir daqui utilizar a fotografia como meio de dar a voz a quem precisa. 




Livro Direitos Humanos numa Imagem, edição Mosaiko

Aceder à loja https://www.mef.pt/livro-direitos-humanos-numa-imagem/.


No âmbito das comemorações dos 10 anos da ULisboa, foi inaugurada, no dia 12 de dezembro, a exposição “Direitos Humanos numa Imagem”, no Caleidoscópio.

Esta exposição apresentou  os trabalhos fotográficos resultantes da “Oficina de Fotografia Direitos Humanos numa Imagem” conduzida pelo Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) que decorreu em Angola em 2022, dinamizado pela associação Mosaiko.

A inauguração foi antecedida por uma conversa sobre os Direitos Humanos que contou com a participação de Verónica Pereira, Responsável da Comunicação do Mosaiko, de Luís Rocha e Tânia Araújo, do MEF e da Professora da Faculdade de Direito, Ana Rita Gil.

A exposição esteve patente em Angola em diversos locais e no Caleidoscópio em Lisboa.