Luís Conde - Revista SFP nº 143 Ano XII Novembro 2009
Lisboa | 1973
Formação – Movimento de Expressão Fotográfica

“Imaginário e não imaginário”

Em “Imaginário e não imaginário” Luís Conde tenta prolongar o contacto com o seu passado, assumindo claramente o desejo, este denunciado através da imagem, em que esse vínculo persista. Encontra na fotografia, ferramenta guardadora de sentimentos, o prolongamento das suas memórias.

Nestas imagens encontramos a representação do tempo, prisioneiro de um preto e branco contrastado e dos pormenores que nos vão ficando registados. Luís Conde fotografa-os. Olhando para as suas imagens somos forçados a analisar a diferença no tempo em que foram captadas e na sua verdadeira razão de existência. É através deste jogo que o autor mistura o acto fotográfico presente com a sua adolescência, o momento fotografado é acima de tudo revelador do agora, conquistador da possibilidade de recordar e de perpetuar um presente capaz de registar esse passado.

Mas as fotografias são apenas instantes, Luís Conde vai mais longe, oferece-nos uma visão privada da sua infância e adolescência através das suas histórias.

Luís Rocha (Movimento de Expressão Fotográfica)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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